quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Giro d'Italia 2017


O percurso oficial do Giro d'Italia 2017 foi revelado ontem.
Diferente do Tour de France 2017, que apostou em etapas mais curtas e com chegadas em subidas mais inclinadas e em dias não consecutivos, a organização do Giro desenhou um percurso extraordinariamente montanhoso, o que promete muito sofrimento para o pelotão e disputas épicas em câmara lenta.
O Giro começa no dia 5 de Maio com um etapa plana e termina com um contra relógio individual plano de 28km em Milão no dia 28 do mesmo mês. Entre o primeiro e o último dia, teremos muitas etapas de montanha extremamente duras e mais um contra relógio individual na etapa 10 - mas, de certeza absoluta, este Giro, será para trepadores.

Montanhas logo no início
Na segunda etapa, o pelotão terá pela frente 208km entre Olbia e Tortoli num percurso bastante montanhoso. Ao todo, serão seis chegadas em alto e outras cinco etapas com altimetria bastante interessante, passando por topos como Blockhaus, Mortirolo, Stelvio, Monte Grappa e Pordoi.
Na quarta etapa, a meta estará situada no alto dos 1,892m do Sapienza Rifugio que marcará a primeira chegada em alto da competição. Uma chegada que volta a suceder na etapa 9, que terá a subida do Blockhaus, com quase 30km de extensão.
A etapa 14 é bastante interessante. Com 131km praticamente planos, o desafio do dia ficará entregue à subida de 13km com média de 8% posicionada antes da meta. Pouco depois, teremos quatro etapas consecutivas com chegada em montanha nas etapas 16, 17, 18 e 19.

Aqui, a rainha será a duríssima etapa 16, que passa pelo Mortirolo e duas vezes pelo Passo dello Stelvio antes de seguir para o topo do Umbrail Pass. Para fechar o festival de montanhas, a etapa 20 passará pelo Monte Grappa e pelo Foza, mas a chegada acontecerá depois de uma descida de 15km.


O contra relógio do último dia tem todos os condimentos para uma cambalhota na classificação geral de última hora - principalmente se Froome alinhar no Giro da próxima temporada, conforme é seu desejo.



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ciência e desporto - um casamento para a eternidade - parte II


Quando no verão deste ano, numa conversa informal com um profissional de saúde e atleta, lhe disse que utilizava as zonas de treino (por frequência cardíaca - LTHR) definidas por Joe Friel, obtive a seguinte resposta – “Eh pá, deves ser das poucas pessoas que conheço em Portugal que utiliza o Training Peaks para monitorizar o teu treino e que utiliza as 7 zonas de frequência cardíaca, eu não uso tantas zonas.”
Depois de ter lido e partilhado o artigo do Tiago Aragão de hoje, verifiquei que durante o meu curto período de férias este, tinha publicado outro artigo que vai de encontro aquilo que utilizo nos meus treinos – Ritmos de Treino do Ciclista
Não sei se o autor concorda com a minha opinião, mas este talvez seja o melhor método de treino, para ciclistas com poucos recursos monetários trabalhar. Desde que tenha em atenção o artigo do mesmo autor - Princípios do Treino no Ciclismo - nomeadamente a questão do "Principio da progressão" da "Adaptação positiva" da "Recuperação" e da "Individualidade".
Quem tiver disponibilidade, pode e deve procurar a ajuda de um profissional, quem não tiver, pode ter "aqui" uma ajuda para programar os seus treinos.


Petição - Pelo Direito a Pedalar em Segurança


A Estrada Viva, a FPC - Federação Portuguesa de Ciclismo e a MUBi - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, estão a promover uma petição – Pelo direito a pedalar em segurança – todos nós enquanto ciclistas já estivemos em alguma altura num aperto (no mínimo) enquanto pedalamos na estrada. Seja por um condutor que só pode desconhecer o código, seja por um condutor com níveis de agressividade demasiado elevados. Caso concordes com a petição levada a cabo pelas organizações já referidas, assina a petição e partilha com os teus contactos. Caso estejas em desacordo, opina e ajuda a melhorar os pedidos dos ciclistas que a assinam. 

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