Qual o ciclista que não gostaria de subir bem? Qual a Grand Tour que não é decidida na montanha?
Subir bem num treino de fim de semana ou numa corrida é o sonho de qualquer
ciclista e geralmente a maior dificuldade.
O segredo da performance em subida chama-se relação peso-potência.
Essa relação indica-nos que quanto maior o peso do ciclista, mais potência
(força) ele tem que produzir para subir bem.
Da mesma forma, se um ciclista mantém a sua potência
(medida em watts) e perde peso, ele automaticamente melhora a sua performance e
diminui o seu tempo nas subidas. Outra forma para melhorar a subida seria
aumentar a sua potência mantendo o peso.
Mas, sendo a maioria de nós ciclistas amadores, tudo isto
que acabei de escrever soa a discurso de ciclistas profissionais.
Como quase ninguém que conheço utiliza medidor de potência,
resta-nos procurar outras formas de melhorar o nosso rendimento em subida.
Aqui vão algumas dicas que nos podem ajudar a torna-nos no
Kom daquela subidinha que nos mata só de olhar.
1. Respiração - A
tendência quando estamos em esforço sub- máximo é manter respiração curta. Nas
subidas esse mecanismo pode comprometer o desempenho devido à pouca captação de
oxigênio, levando a musculatura à exaustão. Tente entrar na subida com o
batimento cardíaco o mais baixo possível, aproveite as descidas para exercitar
respirações profundas. Puxe o ar o mais fundo possível lentamente e solte na
mesma proporção. Repita algumas vezes, este processo vai ajudar a baixar a
frequência cardíaca.
2. Cadência – Muitos artigos falam
que a cadência em 90 RPM permite uma melhor utilização do oxigénio, tanto em
linha recta como nas subidas. Quanto menor for a nossa cadência em subida, maior
vai ser a tensão muscular, acelerando assim a fadiga local e o fim das “pilhas”.
3. Postura - Ao pedalar sentado
na bike, quanto mais à frente estiver o tronco, menor será a amplitude de
movimento dos músculos envolvidos na respiração (abdominais, diafragma e
intercostais). Em alguns casos, a projeção excessiva à frente pode inclusive
comprimir as vias aéreas, dificultando o fluxo de ar. Outro factor que também
pode comprometer a respiração é utilizar um guiador muito pequeno, cuja largura
seja inferior à distância entre os ombros, o que causa a compressão da caixa
torácica.
4. Altura do selim - O
selim deve estar na altura correta, porque um selim muito baixo força demasiado
o joelho e pode causar dores.
O ajuste da altura do selim varia de pessoa para pessoa, use o que for mais confortável para você. Mas saiba que quanto mais dobrada a perna estiver, maior o esforço na patela (joelho); por outro lado, se a perna estiver muito esticada vamos dançar no selim enquanto pedalamos, o que pode causar assaduras como resultado do atrito constante. A perna muito esticada também pode causar dores na parte posterior do joelho.
O ajuste da altura do selim varia de pessoa para pessoa, use o que for mais confortável para você. Mas saiba que quanto mais dobrada a perna estiver, maior o esforço na patela (joelho); por outro lado, se a perna estiver muito esticada vamos dançar no selim enquanto pedalamos, o que pode causar assaduras como resultado do atrito constante. A perna muito esticada também pode causar dores na parte posterior do joelho.
5. Paciência - Por
último um dos pontos mais importantes, a paciência. A escalada é difícil, mas
nós inconscientemente ainda a tornamos pior. Saber dosar o esforço em relação à
distancia a percorrer na subida é fundamental, não forces muito antes da hora
certa, isto poderá levar-te à exaustão e a quebrar antes do fim da “meta”. Na
próxima subida relaxa, deixa os teus braços leves e soltos, sem tensão nos
ombros, tudo isto absorve a tua energia e dificulta a respiração, deixa as
pernas trabalhar!

Sem comentários:
Enviar um comentário
Comenta à vontade ;)
Obrigado